Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Bolha imobiliária estourando? Onde?

Desde 2008, quando surgiram os primeiros comentários de bolha imobiliária em vias de estourar no Brasil, tenho analisado evidências históricas e internacionais, refutando até aqui tais alegações e concluindo que, provavelmente, os preços continuariam a subir.

De acordo com a consultoria britânica Knight Frank, entre os 53 países com os maiores mercados imobiliários globais, o Brasil teve em 2012 a maior alta de preços de imóveis residenciais: 13,7% em média. Resolvi atualizar e expandir meus estudos.

Há um ano, usei o consumo anual per capita de cimento como estimativa do grau de aquecimento da atividade no setor imobiliário em momentos de estouro de bolhas em vários países. Hoje, pelas minhas contas, este indicador chegou a 361Kg no Brasil. No ritmo médio de crescimento dos últimos 10 anos, que foi de 5% a.a., em apenas dois anos atingiríamos o nível mais baixo de estouro de bolhas, que é de 400Kg, o que sugeriria cautela. Por outro lado, o nível máximo de consumo de cimento antes bolhas estourarem, em alguns casos passou de 1.600Kg anuais per capita. Para chegar a este patamar, o Brasil levaria mais 80 anos. Por este parâmetro, poderíamos estar entre 2 e 80 anos do estouro de uma bolha. Pouco se conclui.

O segundo indicador importante é o total de crédito imobiliário disponível. Crédito permite que mais gente compre imóveis, aumentando a procura por eles e elevando seus preços. No Brasil, apesar do crescimento dos últimos anos, ele ainda é de apenas 7% do PIB, muito distante dos 50% do PIB que costuma ser o mínimo quando bolhas imobiliárias estouram. Mesmo considerando-se uma expansão ao ritmo dos dois últimos anos, que foi de 1,4% do PIB ao ano, o mais rápido da nossa história, levaríamos mais de 30 anos para chegar a 50% do PIB. Sinal de tranquilidade.

Por fim, como anda a capacidade de pagamento dos brasileiros? Levando em conta preços dos imóveis em relação à renda no mundo, chama a atenção a grande dispersão entre as maiores cidades brasileiras, com algumas entre as mais caras e outras entre as mais baratas.

Das 50 cidades mais caras do planeta, 49 estão em países emergentes, incluindo quatro no Brasil: Brasília (10ª), Rio de Janeiro (25ª), Belo Horizonte (43ª) e Porto Alegre (45ª). Por outro lado, Salvador não está mais entre as 100 mais caras do mundo, Fortaleza é uma das únicas 10 cidades entre as 50 mais baratas do mundo que não estão nos EUA, e Campinas também está entre as 100 mais baratas. Entre os 385 maiores mercados imobiliários globais, a classificação média das 11 cidades brasileiras incluídas foi 124ª, sugerindo que o mercado brasileiro como um todo está um pouco mais caro do que a média, mas distante dos mais caros do planeta. Entre os mercados emergentes, o Brasil está mais barato do que a média.

Outro aspecto favorável é que um menor percentual da renda necessário para pagamento mensal de hipotecas sugere que no Brasil temos melhor capacidade de honrar dívidas.  Além disso, comparando o preço de compra de imóveis com o custo de alugá-lo, constata-se que no Brasil alugueis elevados estimulam compras mais do que no resto do mundo. Por fim, a desvalorização do real barateou os imóveis no Brasil para compradores estrangeiros.

Em resumo, ainda que algumas cidades sugiram mais cautela, para o país como um todo, continuam valendo as conclusões do ano passado. Altas modestas ou manutenção de preços são prováveis na maioria dos casos e o risco de estouro imediato de uma bolha imobiliária nacional ainda é baixo. Se você está na esperança dos preços despencarem para comprar, espere sentado. Segundo Platão, coragem é saber o que não temer.

Ricardo Amorim
Economista, apresentador do programa Manhattan Connection da Globonews e presidente da Ricam Consultoria.

Texto retirado de: http://ricamconsultoria.com.br/

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Evite desperdícios, aprenda a reaproveitar os alimentos


Pesquisa recente concluiu que 50% dos alimentos produzidos no mundo é jogado no lixo, e em contrapartida disto, pela menos cinco crianças morrem de fome a cada minuto. Por isso, é importante saber economizar e transformar "sobras" em novas refeições.

Para evitar o desperdício de recursos, uma alternativa é preparar, de uma só vez, todas as refeições que serão consumidas ao longo da semana. Assim, você economiza água, energia (na geladeira, no microondas, nos liquidificadores e processadores) e gás, e claro tempo.

Veja algumas dicas para reaproveitar a comida em sua casa e para economizar:

-    Use as sobras do almoço no preparo do jantar, pois o arroz pode virar bolinho, a carne e os legumes uma sopa, etc;

-    Pesquise na internet sobre receitas que reaproveitam as cascas de frutas e legumes, você irá se surpreender com a quantidade opções que irá encontrar;

-    Utilize o pão de ontem para fazer torradas, rabanadas, pudins e até lasanhas. Dá também para congelar e consumi-lo mais para frente;

-    Antes de ir ao supermercado, faça uma lista e marque a quantidade de cada item, assim, evita a compra por impulso de produtos desnecessários;

-    Fique de olho na validade dos produtos em sua casa, e sempre que comprar algo novo, coloque os antigos na frente, para serem consumidos antes.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tijolos feitos a partir de lixo orgânico em Araraquara

O químico de Araraquara, Marcelo dos Santos, desenvolveu um tijolo a partir de lixo orgânico que pode ser utilizado na construção civil. O processo visa oferece um destino sustentável ao lixo doméstico, além de baratear a produção de blocos de alvenaria, a partir da redução do uso de areia e concreto na composição dos tijolos.

O custo da fabricação do novo tijolo caia pela metade, sendo assim os tijolos orgânicos podem ser até 50% mais baratos que os convencionais. A produção autossustentável pode substituir até 50% da areia e 30% do concreto utilizados na produção convencional.

Santos conta que o lixo chega até a fabrica dentro de sacos plásticos, do mesmo jeito que saia da casa das pessoas, lá eles separam os detritos do material reciclável, que é vendido para uma cooperativa, e o dinheiro arrecadado é usado para manter a produção.

Após a separação, o lixo orgânico passa por um triturador e é fragmentado. O material moído vai para um misturador, onde uma composição química é acrescentada a ele. Essa composição, patenteada por Santos, é responsável por esterilizar o material orgânico, livrando-o de bactérias, vírus, fungos ou vermes capazes de produzir doenças infecciosas, e deixa-o inerte, evitando que polua o ambiente.

Depois do processo de mistura, a massa pastosa passa por uma máquina peletizadora, onde é dividido em pequenos pedaços, com aparência de ração animal. No mercado, uma máquina deste tipo custa em torno de US$ 100 mil, mas o químico produziu a estrutura pelo equivalente a R$ 2,5 mil, com ajuda de seu sócio, o metalúrgico e sociólogo José Antônio Masoti.


A composição em pedaços, então, é levada para um forno e passa por secagem para a última etapa da preparação do material orgânico, que será utilizado na produção dos tijolos. Em um moinho, o produto é transformado em pó, para poder ser acrescentado na produção dos blocos de concreto.

Os protótipos produzidos com 30% da quantidade normal de areia e 20% de concreto atingiram resistência equivalente ao dobro do exigido pelo Inmetro. Novos testes serão feitos pela Universidade de São Paulo (USP), de São Carlos, para ajudar no credenciamento da técnica.

"Nossa intenção é levar adiante a ideia de sustentabilidade na produção dos tijolos e ajudar na construção de casas populares e ainda dar um bom destino para o lixo que produzimos", comenta Santos.

Fonte: G1

quinta-feira, 15 de março de 2012

Há uma bolha no setor imobiliário?

Há algum tempo os imóveis estão sofrendo forte valorização no Brasil, o que levou muita gente a questionar se estamos diante ou não de uma bolha no setor.

Em 2011, os preços médios do metro quadrado no país aumentaram 25,5%, e em fevereiro deste ano, o valor médio do metro quadrado subiu 1,5%, superando a taxa observada em janeiro e dezembro de 2011, meses em que o indicador oscilou 1,1% segundo o Índice FipeZap.

Estes números podem assustar quem está pensando em adquirir um imóvel, mas segundo especialistas do setor, não existe uma bolha, e os preços não devem subir mais, e nem cair.

Um dado que pode confirmar a não existência de bolha é o crédito imobiliário como participação do Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil, de 4,7% (dado de dezembro de 2011), distante do que se observa em países emergentes ou em nações mais ricas, segundo estudo da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Neste ano, os preços dos imóveis em média, devem aumentar conforme o crescimento da economia. Mas claro, que tudo depende do local onde esteja situado o imóvel, uma vez que há bairros em desenvolvimento que ainda podem ter seus preços aumentados.

Segundo pesquisa da Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire, em inglês), o Brasil é o segundo país com maior potencial de valorização em 2012, perdendo apenas para os EUA. Em terceiro lugar, está a China. Na edição anterior do estudo, o Brasil tinha ficado na quarta posição.

Hoje em dia, podemos dizer que investir em imóveis pode ser uma boa opção, ainda mais para quem pretende investir em bairros em expansão e nas cidades do interior paulista, uma vez que estas cidades demonstram um enorme potencial imobiliário. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...